terça-feira, 7 de agosto de 2018

POR QUE ANGLICANOS?

É um fato estranho quando amigos e inimigos concordam sobre alguém. Mas os Anglicanos de Sydney tem esta qualidade. Nem nossos amigos nem nossos inimigos acham que acreditamos no Anglicanismo.
Isto é causado parcialmente porque o Anglicanismo é, em si mesmo, um fenômeno estranho. Inclusive, os próprios Anglicanos não conseguem concordar sobre o que é. Pode ser definido socialmente ou confessamente.
Descrevendo sociologicamente, é a religião do povo Inglês e seus descendentes mundialmente. Anglicanismo era, e segue sendo, a Igreja nacional da Inglaterra. Assim, Anglicanismo é a organização mundial que tem crescido a partir da Igreja nacional da Inglaterra.
A partir deste entendimento, qualquer coisa que a Igreja na Inglaterra faz ou acredita é Anglicano. Da mesma forma, os descendentes dos Ingleses ao redor do mundo, como resultado da sua influencia através do seu Império, determinam o que é Anglicano pelo que eles fazem ou acreditam. Anglicanismo sociológico trata sobre o fato de pertencer, não sobre crenças. Pertencer independentemente do que acredite ou faça.
Portanto, é irrelevante se esta igreja se afasta dos ensinos Cristãos básicos. Anglicanismo sociológico não precisa ser Cristão – só inglês. Isto dá aos Australianos modernos poucas razões para unir-se ou pertencer.
Os Cristãos Anglicanos nunca tem acreditado no anglicanismo sociológico. Sempre temos sido Anglicanos Confessantes. Somos Anglicanos porque professamos as crenças Anglicanas do Livro de Oração Comum e os 39 Artigos da Religião. Isto inclui os grandes credos da igreja universal primitiva (o Credo Apostólico, Niceno e Atanásio)
O Livro de Oração e os 39 Artigos do anglicanismo vem de um contexto histórico particular – as dificuldades de Tomas Cranmer na Reforma Protestante do século 16. O Livro de Oração foi por diversas edições até sua forma final no século 17. Desde 1662 até hoje, e os 39 Artigos, segue como a única base do Anglicanismo genuíno.
Não existe nenhuma duvida do que o Livro de Oração e os 39 Artigos significam. O Professor de Oxford Diarmard MacCullouch, reconhecido biografo de Thomas Cranmer, explica detalhadamente as crenças dele.  O comentário de W. H. Griffith sobre os 39 Artigos da Religião, “The Principles of Theology,” expõe seu significado. O livro “The Tutorial Prayer Book” escrito no século passado por Charles Neil e J. M. Willoughby dá uma explicação detalhada de cada parte do Livro de Oração Comum.
Os primeiros capelães da colônia de Botany Bay professaram crença na Reforma Protestante, como a única teologia Anglicana verdadeira. Os Anglicanos de Sydney tem continuado confessando a mesma fé desde então. Somos Anglicanos hoje, não porque somos sociologicamente, mas pela nossa confissão. Nos unimos e permanecemos Anglicanos, porque confessamos a teologia Anglicana.
Porém estas crenças fazem que sejamos negligentes sobre alguns dos distintivos denominacionais que Anglicanos sociológicos tem como importantes. Pensam que somos tão negligentes, porque não acreditamos no Anglicanismo. Estão aborrecidos, porque continuamos acreditando em doutrinas que faz tempo eles renunciaram. Estão chateados, porque não aceitaremos novas crenças e praticas que são contrarias a nossa confissão.
Paradoxalmente, somos tão negligentes sobre distintivos denominacionais, que alguns dos nossos amigos Cristão não-Anglicanos também duvidam sobre nossa crenças no Anglicanismo.
Recebemos como irmãos e irmãs em Cristo pessoas de tradições históricas diferentes, mas com as mesmas crenças básicas. Temos mais em comum com eles que com membros sem fé do Anglicanismo sociológico.
Anglicanos Evangélicos tem um papel de liderança em todo tipo de ministérios Cristãos não-Anglicanos – desde a Sociedade Bíblica até a União Escritural, desde a AVU Austrália as Convenções Katoomba. Nem todos os estudantes em Moore College são Anglicanos ou formandos para o ministério Anglicano. Não tentamos fazer com que eles sejam Anglicanos. Isto é um dos motivos pelos quais os nossos amigos pensam que não somos Anglicanos. Porque não promovemos Anglicanismo, mas compartimos felizmente nossa fé Cristã comum.
As vezes, esquecemos de recomendar o Anglicanismo Confessante as pessoas. Agora, é necessário dizer que Anglicanismo é nossa eleição e acreditamos que é uma boa opção. Ser Anglicano confessante é um privilegio e uma benção pela qual estamos agradecidos a Deus e esperamos que outros gostem.
A teologia Anglicana Confessional captura o centro da mensagem bíblica. É clara sobre as verdades centrais de Deus e o caminho da salvação. Não tenta sistematizar todas as cosias na Bíblia e, assim, permite um nível apropriado de liberdade sobre assuntos de liberdade Cristã. Contudo, claramente condena os ensinos e praticas falsas – o tipo de ensino e pratica falsa que Anglicanos sociológicos agora tem como Anglicanismo genuíno.
A partir da teologia Anglicana confessional vem a missão mundial. Porque expressa uma preocupação tanto para a gloria a Deus como pela salvação da humanidade. Esta preocupação teológica por missões mundiais é a força motriz da nossa missão Diocesana.
Aqui tem então duas razoes pelas quais Cristãos locais podem querer ser Anglicanos de Sydney: Teologia e Missão.
Autor: Philip Jensen, Deão da Catedral de Sydney
Traduzido – Bispo Josep Rossello
Originalmente este artigo foi publicado no blog de Philip Jensenem inglês.

sexta-feira, 3 de março de 2017

O CÂNTICO DE MARIA


Por John Stott

"Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva." Lucas 1.46-48

Desde o sexto século a Igreja tem demonstrado uma apreciação especial pelo Cântico de Maria e incluído o Magnificat em suas liturgias. Porém, isso levanta uma importante questão: como podemos cantá-lo? O cântico expressa a admiração de uma virgem hebraica por ter sido escolhida por Deus para dar à luz o Messias, o Filho de Deus. Como podemos fazer nossas as palavras de Maria? Não seria inadequado de nossa parte?

De forma nenhuma. Já há vários séculos que a experiência de Maria, apesar de ter sido uma experiência única, tem sido reconhecida como a experiência típica de todo cristão. O Deus que fez grandes coisas por ela tem também derramado generosamente sua graça sobre nós. Maria parecia estar ciente disso, pois o início do cântico está na primeira pessoa (“minha” e “meu”), porém, mais adiante ela passa à terceira pessoa: “Sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração” (v. 50). Tal como acontece no Cântico de Ana, escrito após o nascimento de Samuel, no Cântico de Maria Deus inverte os valores humanos. Podemos constatar isso através de dois exemplos: 

Primeiro, Deus destrona os poderosos e exalta os humildes. Ele agiu assim com faraó e com Nabucodonosor, ao resgatar Israel do exílio. Ele continua agindo assim hoje. Se nos colocarmos de joelhos ao lado do publicano arrependido, Deus nos exaltará e nos aceitará com seu perdão.

Segundo, Deus despede os ricos de mãos vazias e enche de coisas boas os famintos. Maria sabia, através do Antigo Testamento, que o reino de Deus haveria de vir, e esperava ansiosamente por esse dia. Um anseio profundo no coração é condição indispensável para a bênção espiritual, enquanto que uma arrogante autossuficiência é o seu maior inimigo.

Se desejarmos herdar as bênçãos de Maria, devemos cultivar as mesmas qualidades demonstradas por ela, especialmente um espírito humilde e um profundo anseio pelas coisas espirituais.

Para saber mais: Lucas 1.46-55

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo. Editora Ultimato.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

2º CONGRESSO REFORMA HOJE EM CARUARU-PE


Dias 27, 28 e 29 de Outubro em Caruaru terá o 2° Congresso Reforma Hoje - Congresso todos estão convidados. Preletores serão o Rev. Renato Vargens e o Rev. Wilson Porte Jr.

Local: Espaço Cultural Tancredo Neves
Horário: 19:30hs
Dias: 27, 28, 29 de Outubro de 2016

quarta-feira, 20 de abril de 2016

VISITA DO REV. OMAR SÉRGIO


Alguns momentos de nossa Celebração Eucarística de domingo (17/04). A homilia e o louvor foram presididos pelo nosso amigo e Reverendo Omar Sérgio que pastoreia a Comunidade de Sião. Foi um momento muito abençoado. O Reverendo Padre Bruno Leandro que é nosso Pároco presidiu a Eucaristia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

DOUTRINA DA REGENERAÇÃO

Texto Evangelho de João Capitulo 3.

A Doutrina da Regeneração, dentro da Teologia Sistemática, está classificada no campo da Soteriologia (estudo sobre a salvação), e já foi conceituada das seguintes formas:

“A regeneração é a comunicação da vida divina à alma (Jo 3.5; 10.10, 28; 1 Jo 5.11, 12), como a concessão de uma nova natureza (II Pe 1.4) ou coração (Jr 24.7; Ez 11.19; 36.26), e a produção de uma nova criação (II Co 5.17; Ef 2.10; 4.24)”.

“Portanto, regeneração é uma ressurreição espiritual: o começo de uma nova vida. Às vezes a palavra expressa o ato de Deus. Deus regenera. Às vezes designa o efeito subjetivo de seu ato. O pecador é regenerado. Ele se torna uma nova criatura. Renasce. E isso é sua regeneração. Essas duas aplicações da palavra estão tão estreitamente interligadas que não produzem confusão.

“A regeneração é o ato de Deus pelo qual a disposição governante da alma se torna santa e pela qual, através da verdade, assegura-se o primeiro exercício dessa disposição santa. A regeneração, ou o novo nascimento, é o lado divino da mudança do coração que, vista do lado humano, chamamos conversão. É Deus voltando a alma para ele mesmo; enquanto a conversão é a volta da alma para Deus, a qual é tanto a consequência como a causa.”

Os conceitos acima expressam a opinião quase universal dos teólogos acerca da regeneração, reproduzida nos tratados de Teologia Sistemática mais atuais, como no caso de Grudem (1999, p. 584), que define regeneração como: “Regeneração é um ato secreto de Deus pelo qual ele nos concede nova vida espiritual. Isso é às vezes chamado de “nascer de novo (na linguagem de Jo 3.3-8).

A NATUREZA DA REGENERAÇÃO

Ao falar da natureza da regeneração, podemos afirmar que “a mudança não se dá nem na substância nem nos atributos da alma, mas naquelas disposições, princípios, gostos ou hábitos imanentes que subjazem a todos os exercícios conscientes, e determinam o caráter do homem e de todas as suas ações”.

A regeneração nos afeta como pessoas integrais, ou seja, cada parte de nós é afetada pela regeneração (2 Co 5.17).

A regeneração é um evento único e instantâneo. É uma mudança instantânea operada secretamente por Deus em nós, e só se conhece em seus resultados.

AS IMPLICAÇÕES PRÁTICAS DA DOUTRINA DA REGENERAÇÃO NA VIDA DO CRISTÃO.

É preciso entender que algumas condições ou práticas não sinalizam, nem garantem a realidade da regeneração na vida do cristão.

- Nascer num lar cristão.
- Ter uma linguagem e uma conduta moral íntegra
- Ter conhecimento bíblico teológico
- Ter uma boa habilidade de comunicação e oratória
- Ter habilidades de liderança e administração
- Saber pregar ou ensinar
- Falar em outras línguas
- Promover ou contribuir para o crescimento da igreja, de uma congregação, de um órgão ou departamento

A regeneração deve ser uma experiência vivenciada por aqueles que almejam ou já exercem o santo ministério. As implicações práticas da regeneração na vida cristã se manifestam da seguinte forma:

- A regeneração é o primeiro requisito para ser um cristão autentico, tem que ser nascido de novo (Jo 3.3)

- A regeneração é uma experiência pessoal e sobrenatural com Deus, como muitas que o cristão deve ter em sua vida (Lc 3.22; At 9.1-9)

- A regeneração possibilita a habitação do Espírito Santo na vida do obreiro, lhe proporcionando consolo, socorro, direção, etc. (Jo 14.16-17)

- A regeneração possibilita o revestimento de poder, necessário para potencialização de nossas realizações (Lc 4.14; 24.49; At 1.8; 10.38)

- A regeneração possibilita a concessão dos dons necessários para o exercício do santo ministério (Rm 12.1-8; 1 Co 12.11; Ef 4.11; 2 Tm1.6-11)

- A regeneração possibilita o desenvolvimento e manifestação do fruto do Espírito na vida do cristão (Gl 5.22-25)

- A regeneração possibilita para o cristão um viver cheio do Espírito Santos (Lc 4.1; Ef 5.18)

O CONCEITO DE SANTIFICAÇÃO

O termo “santo” deriva-se do hebraico qadosh,que nos transmiste a idéia de “santidade”, ou seja, a natureza essencial daquilo que pertence ao domínio do sagrado e que, por esse motivo, difere daquilo que é comum ou profano. No grego, o termo utilizado é hagios, que significa basicamente “separado” (entre os gregos, dedicado aos deuses), e por conseguinte, nas Escrituras, em seu significado moral e espiritual, separado do pecado e, portanto, consagrado a Deus, sagrado.

Observemos, dessa forma, alguns conceitos sobre santificação:

“Falando de modo geral, portanto, podemos definir santificação como separação para Deus, imputação de Cristo como nossa santidade, purificação do mal moral, e conformidade com a imagem de Cristo.”

“A Obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, e habilitados a morrer mais e mais para o pecado e a viver para a justiça.”

“É a operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição concedida na regeneração mantém-se e se fortalece.”

A santificação pode ser entendida como um ato imediato ou posicional (1 Co 1.2; Ef 1.1; Cl 1.2; Hb 10.10) e um processo que continua por toda a vida (2 Co 7.1; Hb 12.14,23).

OS MEIOS DE SANTIFICAÇÃO

Em termos de santificação, ela é possibilitada pela vontade e graça de Deus (Hb 13.12; Fl 2.13). Como processo, na busca da santidade, o homem dispõe dos seguintes meios:

- O sangue de Cristo (1 Jo 1.7)
- O Espírito Santo (1 Co 6.11; ; 1 Pe 1.1-2)
- A Palavra de Deus (Jo 171.17; Ef 5.26)

A Santificação não se trata da erradicação absoluta do pecado (1 Jo 1.8-10), de alguma forma de legalismo (Mc 7.5-13) ou ascetismo (tentativa de subjugar a carne e alcançar a santidade por meio de privações e sofrimentos).

AS IMPLICAÇÕES PRÁTICAS DA DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO NA VIDA DO CRISTÃO.

A santificação na vida do Cristão implica:

-entende que a igreja não é uma empresa, do Evangelho um negócio (2 Co 2.17)

- Na separação dos modismos e ventos de doutrina (Ef 4.14)

- Na separação dos modismos litúrgicos.

- Na separação do formalismo acadêmico

- Na separação do anti-academicismo

- Na separação do abuso dos dons espirituais (1 Co 14.37-40)

- Na separação do partidarismo ministerial (1 Co 3.1-8)

- Na separação da politicagem eclesiástica (At 1.15-26)

- Na separação do autoritarismo na liderança e no governo da igreja (Mt 18.1-3; 23-35)

- Na separação da rebelião (Nm 16.1-3 ss)

- Na separação do fanatismo e do ativismo meramente religioso (Jo 21.17; At 6.1-6; Ef 4.11-12; 1 Pe 5.1-4)

Dom ++Adolfo Teodoro 
Bispo Diocesano e Primaz da Igreja Anglicana Ortodoxa no Brasil

quarta-feira, 19 de junho de 2013

DEPRAVAÇÃO: ANTIGA, TOTAL E PROFUNDA

O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. (Gn 6:5)

O texto bíblico apresenta o triste diagnóstico da humanidade nos dias de Noé. O pecado havia tomado proporções tais que “o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração” (Gn 6:6). A iniquidade se multiplicara grandemente. Porém, a maldade manifesta nada mais era que a consequência de algo que estava no íntimo de cada indivíduo, a depravação total, a qual afeta a todos os descendente de Adão. Do verso em destaque podemos aprender que:

A depravação humana é antiga, tanto historicamente quanto na experiência individual. Gênesis é o primeiro livro da Bíblia e apresenta os primórdios da humanidade. E nessa época já descrevia a situação do homem como sendo afetada drasticamente pelo pecado. Outro livro, talvez mais antigo que Gênesis avalia o homem dizendo “que é impuro e corrupto, e que bebe iniqüidade como água” (Jó 15:16). Desde que nossos primeiros pais pecaram, nossa natureza foi corrompida e sempre nos inclinamos para o que é contrário à vontade de Deus. Na história individual, não é diferente. A depravação se manifesta precocemente: “o seu coração é inteiramente inclinado para o mal desde a infância” (Gn 8:21). O que Davi diz do ímpio pode ser dito dos homens em geral: “erram o caminho desde o ventre; desviam-se os mentirosos desde que nascem” (Sl 58:3).

A depravação humana é total. A totalidade da depravação é explicitada pelos termos “toda” e “sempre” e “somente”. Sempre refere-se ao tempo, o homem pensa o mal o dia todo.Todo inclui todos os desígnios de seu coração como sendo maus. E somente exclui qualquer capacidade de que ele faça outra coisa senão pecar. Depois de passar em revista todos os homens, Deus conclui que “todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14:3). Nenhum filho de Adão escapa dessa avaliação negativa, Paulo demonstra “que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado” (Rm 3:9).

A depravação humana é profunda. O texto descreve a maldade dos contemporâneos de Noé como incluindo casamentos mistos e violência. Mas isso era a ponta do iceberg. A depravação lança suas raízes no mais íntimo das pessoas. Os pensamentos de seu coração é que eram maus e determinavam o comportamento iníquo. O coração representa a essência do homem e dele é que procedem as atitudes e comportamento humanos. O problema consiste em que  “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável” (Jr 17:9) e é dele que “saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias” (Mt 15:19). Sendo o coração a sede da depravação, todas as faculdades do homem são por ela afetadas, de modo que nenhum aspecto da natureza humana foge da corrupção que a assola.

Sendo afeta a todos os homens, de todos os tempos e idades, a depravação torna o evangelho necessário, pois somente ele “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego” (Rm 1:16). Uma reforma exterior ou uma mudança de atitude é ineficaz, além de impossível. “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal” (Jr 13:23). É preciso mais que auto-determinação. É necessária uma transformação que comece no interior, no coração.

Porém, essa mesma depravação que requer um poder atuante para que o homem seja tirado dela é, ela própria, um obstáculo à aceitação do evangelho. Pois a pregação precisa ser ouvida, entendida e recebida no coração. Mas o homem, a priori odeia o conteúdo e rejeita a loucura da pregação. Seus coração está indisposto às coisas espirituais, seu ouvidos surdos para os convites do evangelho, seus olhos cegos para perceber sua triste realidade e suas mãos travadas para que não possa estendê-la a Deus. Estando o homem neste estado, ou Deus faz tudo o necessário para salvá-lo ou ele não se salvará de modo algum.

E é isso que Deus faz. “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês” (Ez 36:26) é a promessa feita. Essa renovação do coração é imprescindível, pois “com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (Rm 10:10). Essa renovação do coração também é chamada de novo nascimento e “ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (Jo 3:3). Mas o novo nascimento é operado exclusivamente por Deus, sem o concurso da vontade humana, pois os nascidos de novo “não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus” (Jo 1:13).

Temos assim que a depravação é total por abranger todas as faculdades, de pessoas e em todas as épocas. Sua sede está no coração do homem e por isso ele é incompletamente incapaz de se livrar dela e fazer o bem aceitável diante de Deus. O único remédio para o homem é nascer de novo e isto somente é possível pelo poder de Deus, cuja operação é pela graça e antecede qualquer ato da vontade humana. Assim, toda glória pela transformação de um depravado num santo é devida unicamente a Deus!

Soli Deo Gloria


FONTE: CINCO SOLAS

terça-feira, 18 de junho de 2013

MESMO SEM AJUDA DA PREFEITURA, OS EVANGÉLICOS CONFIRMAM O "CHAMA VIVA" EM CARUARU


Pastores de várias igrejas evangélicas se reuniram com a  Diretoria de Cultura da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru na manhã desta terça-feira (18) e decidiram realizar a noite evangélica no Pátio de Eventos Luiz "Lua" Gonzaga, amanhã (19) a partir das 19h.

Todo o investimento será custeado por eles. A programação ainda será divulgada.